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domingo, 13 de abril de 2014

O ESTILO DA PINTURA GREGA ANTIGA

 O estilo da pintura grega antiga.






 Introdução. Tomada em conjunto, a arte grega antiga oferece três períodos de senvolvimento.
A arte grega do primeiro período se chama arcaica, e cobre os anos de 1500 a 470 a.C. Neste espaço evolutivo apresenta-se bastante dura em suas linhas e pouco habilidade na composição. Destacou-se então a arte cretense, inclusive da pintura. Foi a ilha de Creta o núcleo inicial da cultura grega. Filtram-se por seu através as influências iniciais do Egito, o que era fácil por encontrar-se a meio caminho marítimo entre aquele velho país e a Grécia continental.
No decurso dos séculos 5-o e 4-o a. K. se desenvolveu o período da arte grega clássica, brilhando sobretudo na cidade de Atenas.
 
Dissolvida a hegemonia da Grécia continental, inicia em 336 a.C. o período helenístico, com a respectiva arte helenística. Sob o impulso da política cosmopolita de Alexandre Magno, conquistador do império persa, que a este tempo Babilônia e Egito, espalhou-se a cultura e a arte grega a um mundo maior, ao mesmo tempo com liberdade de concepção.

 O mural, frequente na antiga Creta, foi sendo aos poucos abandonado, ainda que não de todo, pelos pintores dos tempos clássicos e posteriores. Isto veio dar destinos diversos a arte das cores.
A pintura de cavalete permitiu ser vendida e transportada. De outra parte, a tela frágil, de conservação mais precária que a dos murais, dissolveu-se no curso dos tempos.
Dali resultou que temos hoje um documentário relativamente grande do Egito dedicado aos murais, e pequeno da Grécia, apesar de haver este pintado muitíssimo mais em número e qualidade artística. Não sobram hoje documentários expressivos que nos facultem apreciar a pintura grega, tão bem quanto a egípcia e como a romana posterior. As notícias que nos dão os historiadores já não se podem conferir nas obras.
Contudo, a pintura grega inexistente é importante de ser teoricamente considerada, no que for possível, porque de sua tradição direta fluiu a que se fez depois.

 A arte grega foi caracterizada profundamente pela índole de seu povo, como já acontecera no Egito. Mas, a caracterização grega foi mais feliz, porque se direcionou para o homem universal, tornando-se com isso capaz de inspirar indefinidamente através da história a arte de todos os povos.
O grego clássico mostrou-se dominantemente inclinado ao real e ao humano. No convívio democrático, formou o seu espírito moderado, atento ao minucioso, perspicaz ao lógico, não excedido no imaginoso, inclinado sobremaneira à perfeição do indivíduo, ainda que para ele estabelecesse um modelo de espécie, e que, se executado, o faria perfeito e belo.
Exerceu-se a arte grega com motivação estética bem maior que a egípcia, que foi antes mais utilitária. Por isso na arte grega se observa a frequência das motivações meramente ornamentais. São variados os modelos conhecidos por "gregas", que se apreciam sobretudo na decoração dos vasos e que também aparecem no enfeite dos vestidos. Paralelamente, a ornamentação ocorre outrossim na arquitetura, confirmando sempre a direção esteticista da arte grega.
 
Revelando sua desenvoltura mental e a forte intelectualização, os gregos interessaram-se por todas as formas fundamentais da arte e por todas as temáticas.
Primaram pelas formas literárias, mais do que qualquer povo até então.
Deram amplo desenvolvimento à escultura, onde a capacidade de desenho se manifestou notória. O mesmo desenho seguro se manifestou na arquitetura.
O desenho se manifestou igualmente capaz nos nos traços da pintura.
 
Apenas a música vinha com certo atraso em relação às outras artes. Todavia, ainda esta alcançou importantes crescimentos na notação. Mas foi a música sempre uma arte difícil para todos os povos, os quais na antiguidade forma muito pouco além do canto monódico.
 
Do ponto de vista temático, foi a vida real a ocupação da arte grega. Ainda que a arte egípcia fosse utilitária, este seu utilitarismo se direcionou para objetivos de além túmulo, bem como para o simbolismo em geral. Apesar de representarem com frequência a figura dos deuses, os gregos o fizeram a maneira humana, como se os deuses participassem da realidade do dia a dia terreno.
Apesar do realismo, os temas gregos são tratados ao modo idealizado clássico. Mas é uma idealização do real, e não uma idealização formalista do simbolismo. Este outro tema, como foi tratado pelo simbolismo egípcio é a da espécie simplesmente; por isso aconteceu a geometrização clássica tem diferentemente como objetivo o indivíduo, ao qual idealiza, tornando-o uma realização perfeita em todos os detalhes.
A preocupação com o tipo ideal revela o caráter lógico da inteligência grega. Por isso na poesia, embora conotativa, não insiste o grego no extraordinário da imagem e na tragicidade da emoção.

 

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